sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Substância despejada por navio no mar se espalha por quatro cidades no litoral de SP

As autoridades federais investigam o aparecimento de uma substância no mar que se espalhou por uma área equivalente a mais de 200 campos de futebol entre quatro cidades do litoral de São Paulo. A suspeita inicial é que tenha ocorrido descarte irregular de fertilizante por um navio que aguardava para atracar no Porto de Santos, o principal do país.
A mancha foi localizado na linha d’água, na quinta-feira (10), por uma equipe da Receita Federal durante patrulhamento marítimo nos fundeadouros - local onde os navios aguardam para acessar o cais. Houve o alerta ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que mobilizou a Marinha e a Polícia Federal. 
As equipes prontamente descartaram a possibilidade de um fenômeno natural ao constatar que havia material particulado, ainda não identificado, além de odor característico na água. Amostras foram colhidas para identificar o real teor poluente da substância, assim como a possível procedência dela.
“Desconfiamos que trata-se de descarte de resíduos de porão [local onde são armazenados os produtos] de navio. Se confirmado, isso é um caso grave de crime, que pode acarretar grandes multas aos responsáveis”, declarou a agente ambiental Federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo núcleo de emergências do Ibama no litoral paulista.
Segundo Alabarce, as equipes levaram cerca de 10 minutos, em baixa velocidade no mar, para atravessar a mancha, a quase 10 quilômetros das praias da região. Pelas coordenadas registradas, estima-se que o material tenha se espalhado por área aproximada de dois quilômetros quadrados entre as cidades de Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande.
“Inicialmente, suspeitamos que o descarte tenha ocorrido de um navio de fertilizantes que vai carregar o produto no Porto de Santos. Entretanto, não podemos eliminar a hipótese de que outro navio tenha feito isso e o material levado pela corrente marítima”, explica Ana Angélica, que faz uma vistoria a bordo do cargueiro suspeito nesta sexta-feira (11).

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