Com tema “O Genocídio continua! A luta é todo dia, por Dandara, Marielle e por todas!”, que denuncia o assassinato da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros), a 19º edição da Parada Pela Diversidade Sexual do Ceará ocorre neste domingo, 24.
A concentração foi iniciada às 15
horas, na Avenida Beira Mar, e a parada começou às 18 horas ao som de
“I Will Survive”, da cantora Gloria Gaynor. O encontro é realizado pelo
Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) em parceria com diversas
organizações do Movimento Social LGBT. Coordenadorias da Prefeitura e
Estado estão presentes.
“O tema desta edição é
amplo, mas já vem sendo construído pela comunidade LGBT do Ceará há
muito tempo. Desde o assassinato da Dandara, em março de 2017, vamos as
ruas pedir por políticas públicas que enfrentem o LGBTcídio e LGBTfobia,
que construam ações de resistência e que mudem a vida da população
LGBT. Pedimos, também, medidas de segurança pública que garantam a nossa
vida”, explica o coordenador de Política e Projetos do GRAB, Dario
Bezerra.
O movimento Mães pela Diversidade
realizou a abertura da parada, numa forma de dizer que a família está
respaldando quem vem atrás. “Vimos que as famílias precisam dar
acolhimento. Se nossos filhos não tiverem nosso apoio, não encontrarão
fora de casa”, proclamou uma representante do coletivo, Mara Beatriz.
Dario
relembra as 30 pessoas LGBTS assassinadas no Ceará em 2017 e lamenta
que poucas reivindicações da comunidade foram atendidas pelo Estado do
Ceará. “Pedimos um centro de referência estadual LGBT, um ambulatório
transsexualizador, a institucionalização de um Conselho Estadual LGBT e a
construção e a institucionalização do Plano Estadual de Políticas para
LGBT, mas não houve continuidade nos projetos”, desabafa.
Para
além das reivindicações políticas, o coordenador ressalta que a parada é
um momento de celebração. “Celebramos a vida, o orgulho LGBT, o direito
de ser quem somos. São nossas pautas mais contundentes: o amor e a
vida”, conta. A parada continua até as 22 horas de hoje.
Fonte: O Povo Online/ com informações da repórter Sara Oliveira.

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