Decisão altera décadas de política norte-americana para a região
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de
reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel inflamou os
ânimos de países árabes e provocou uma onda de protestos pela Faixa de
Gaza e Cisjordânia que já contabiliza mais de 750 feridos em apenas dois
dias.
Anunciada no dia 6 de dezembro, a medida foi duramente criticada por
toda a comunidade internacional, incluindo União Europeia e o Vaticano,
que temem um enfraquecimento das negociações de paz e uma escalada de
violência na região. Na prática, o reconhecimento de Jerusalém como
capital de Israel virá com a instalação da embaixada dos Estados Unidos
na cidade.
O deslocamento da embaixada norte-americana para Jerusalém
deverá demorar ao menos dois anos para ser concluído. Mas a medida já
causa efeitos na região e abre um período de incertezas em relação ao
futuro.
A pedido da ANSA, o especialista Samuel Feldberg, doutor em ciências políticas pela Universidade de São Paulo (USP) e professor convidado da Universidade de Tel-Aviv, tentou esboçar quais motivos podem ter contribuído para Trump anunciar a mudança da embaixada neste momento.
1)Política interna: O primeiro ponto levantado pelo especialista se refere à situação atual da política interna norte-americana.
2)Apoio de eleitores religiosos - A segunda questão apontada pelo especialista se refere à ligação do vice-presidente Mike Pence com a área conservadora e evangélica.
3)Estratégia para processo de paz - Apesar de toda a comunidade internacional acreditar que a mudança da embaixada para Jerusalém afetará as negociações entre palestinos e israelenses, Samuel Feldberg especula que pode ter sido até uma manobra pensada pelo governo para justamente acelerar o diálogo.
De acordo com ele, Trump é visto como antissemita pela extrema-direita israelense. Com sua decisão de mudar a embaixada, os EUA poderiam esvaziar os argumentos desta ala e pressionar para que Israel aceite um acordo de paz.
A pedido da ANSA, o especialista Samuel Feldberg, doutor em ciências políticas pela Universidade de São Paulo (USP) e professor convidado da Universidade de Tel-Aviv, tentou esboçar quais motivos podem ter contribuído para Trump anunciar a mudança da embaixada neste momento.
1)Política interna: O primeiro ponto levantado pelo especialista se refere à situação atual da política interna norte-americana.
2)Apoio de eleitores religiosos - A segunda questão apontada pelo especialista se refere à ligação do vice-presidente Mike Pence com a área conservadora e evangélica.
3)Estratégia para processo de paz - Apesar de toda a comunidade internacional acreditar que a mudança da embaixada para Jerusalém afetará as negociações entre palestinos e israelenses, Samuel Feldberg especula que pode ter sido até uma manobra pensada pelo governo para justamente acelerar o diálogo.
De acordo com ele, Trump é visto como antissemita pela extrema-direita israelense. Com sua decisão de mudar a embaixada, os EUA poderiam esvaziar os argumentos desta ala e pressionar para que Israel aceite um acordo de paz.
Fonte: Globo.com
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