O Ministério da Saúde deve alterar o sistema de pagamento para farmácias
particulares credenciadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular. De
acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o objetivo da medida é
reduzir gastos.
No entanto, especialistas do setor avaliam que a mudança ameaça o futuro
da iniciativa, que oferta medicamentos gratuitos ou com até 90% de
desconto. Atualmente, há 30 mil estabelecimentos privados credenciados
ao programa.
Atualmente, as farmácias cadastradas recebem reembolso do governo a cada
produto distribuído, a partir de uma tabela de valores de referência
pré-definidos para cada um deles. O ministro Ricardo Barros quer um novo
cálculo, estabelecido segundo preço base no atacado e 40% de margem
para cobrir os custos de aquisição e distribuição dos produtos.
No entanto, de acordo com o representante associação que reúne as redes
de farmácias (Abrafarma), a conta não fecha. "Estão partindo de uma base
que não está correta. Não consigo receber menos do que paguei para a
indústria", afirma Sérgio Barreto.
Para o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, da gestão de Dilma Rousseff,
vê a medida como retrocesso. "O Farmácia Popular não substitui o SUS.
Ele foi pensado para dar retaguarda a usuários de planos que não têm
garantia de cobertura de medicamentos, que tem peso significativo sobre o
orçamento das famílias", afirma.
A gestão de Temer já fechou cerca de 400 farmácias da rede própria que
mantinha no programa, o que surpreendeu muitos dos beneficiários do
programa.
Fonte: A Voz de Santa Quitéria
Nenhum comentário:
Postar um comentário