terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Desde 2003, Bebianno é o segundo ministro que caiu mais rápido; primeiro foi Jucá

Jucá deixou o cargo de ministro do Planejamento em 2016, uma semana e meia depois do início do governo Temer. Gustavo Bebianno se manteve 48 dias como ministro de Bolsonaro.

Por Fábio Amato, G1 — Brasília

O agora ex-ministro Gustavo Bebianno, em imagem de janeiro de 2019 — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O agora ex-ministro Gustavo Bebianno, em imagem de janeiro de 2019 — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 
 
Demitido nesta segunda-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno é o segundo ministro que mais rapidamente caiu após o ínicio de um governo desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).
Bebianno foi exonerado 48 dias após ter tomado posse. No governo Temer, Romero Jucá deixou o posto de ministro do Planejamento uma semana e meia depois de assumir.
Jucá caiu em maio de 2016, 11 dias após ter sido nomeado por Temer. A saída se deu no mesmo dia em que o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou uma conversa em que ele sugere um "pacto" para barrar a Lava Jato, ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
MINISTROS QUE CAÍRAM MAIS RÁPIDO (após início dos governos, desde 2003)
  1. Romero Jucá (Planejamento) – 11 dias, governo Michel Temer
  2. Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) – 49 dias, governo Bolsonaro
  3. Cid Gomes (Educação) – 2 meses e 18 dias, segundo mandato de Dilma
  4. Silas Rondeau (Minas e Energia) – 4 meses e 22 dias, segundo mandato de Lula
  5. Antônio Palocci (Casa Civil) – 5 meses e 7 dias, primeiro mandato de Dilma
  6. Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social) – 1 ano e 21 dias, primeiro mandato de Lula
Romero Jucá deixou o Ministério do Planejamento uma semana e meia depois de ter assumido o cargo — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo Romero Jucá deixou o Ministério do Planejamento uma semana e meia depois de ter assumido o cargo — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo 
 
Outros ministros
Primeiro mandato de Lula - No primeiro mandato do ex-presidente Lula (2003-2006), a primeira a perder o cargo foi Benedita da Silva, que chefiava a Secretaria de Assistência e Promoção Social. Um ano e 21 dias depois de assumir, ela foi atingida por denúncias de mau uso de dinheiro público logo no primeiro ano de governo petista, ao pagar com recursos da União a hospedagem em um hotel de luxo na Argentina. Benedita deixou o governo em janeiro de 2004.
Segundo mandato de Lula - No segundo mandato de Lula (2007-2010), a primeira baixa aconteceu em maio de 2007. Quatro meses e 22 dias após ter tomado posse, Silas Rondeau deixou o cargo de ministro de Minas e Energia. Ele foi apontado pela Polícia Federal como suspeito de ter recebido R$ 100 mil de uma construtora acusada de fraudes e desvios em obras públicas.
Primeiro mandato de Dilma - Entre os ministros da equipe original do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2014), o primeiro a ser demitido foi Antonio Palocci, que permaneceu à frente da Casa Civil cinco meses e sete dias. A queda de Palocci aconteceu em junho de 2011, quase um mês após a publicação de uma reportagem pelo jornal "Folha de S.Paulo" segundo a qual ele teve o patrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010.
Segundo mandato de Dilma - No segundo mandato de Dilma (2015-2016), o primeiro a deixar o cargo foi Cid Gomes, 2 meses e 18 dias depois de assumir o Ministério da Educação. Ele teve que deixar o governo após ter discutido com deputados e abandonado o plenário da Câmara, onde teve de comparecer para dar explicações sobre declarações de que deputados faziam achaque.


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