Dona de 95 medalhas, conquistadas ao longo de sete anos, a campeã de
queda de braço Kelly Cordeiro, de Piedade (SP), coleciona disputas e
vitórias, e não se intimida quando o assunto é desafio.
Aos 21 anos, a lutadora conta que nunca sofreu preconceito, mas que
gostaria de conseguir sobreviver do esporte, sua paixão desde os 14
anos. Em entrevista ao G1, a jovem disse que a maior influência para se inserir neste universo veio da família, principalmente o pai.
"O preconceito para uma mulher que pratica luta de braço é fora da
mesa, fora desse meio, por ser um esporte muito masculinizado. Já lutei
contra homem. Às vezes se for um cara do mesmo porte físico, do mesmo
peso eu já cheguei a ganhar. Lutei e luto, tranquilo."
Kelly Cordeiro já competiu pela luta de braço na Bolívia — Foto: Arquivo pessoal
O estereótipo de que a queda de braço é um esporte feito para homens é
quebrado diariamente pela atleta, que, mesmo não ganhando premiações em
dinheiro, continua com a prática. "As mulheres sempre vão ser minoria.
Me falam que não aparenta que eu luto, mas eu faço porque eu gosto",
completa.
última vitória de Kelly foi contra uma americana no campeonato
"Armwrestling Open", realizado em Campinas no dia 8 de dezembro. Como
prêmio, ela levou para casa um cinturão, suplementos alimentares e uma
pequena quantia em dólar, cerca de US$ 100.

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