O Governo do Ceará anunciou a criação do Programa Médico da Família
Ceará, que deve levar mais profissionais da Saúde para o interior do
Estado como iniciativa para preencher as vagas abertas no Programa Mais
Médicos após a saída dos profissionais cubanos.
O
programa oferecerá curso de pós-graduação em Atenção Primária à Saúde,
com duração de um ano, sob responsabilidade da Escola de Saúde Pública
do Ceará (ESP/CE). A estratégia educacional será baseada em ambientes de
trabalho, favorecendo a integração ensino-serviço.
De acordo com as informações do Governo, o Programa Médico da
Família Ceará buscará criar mecanismos que reduzam situações de
vulnerabilidade e os riscos à saúde da população com atuação nos eixos
de ensino, pesquisa e extensão, estabelecendo, assim, a equidade e
incorporando a participação e o controle social na gestão das políticas
públicas de saúde.
O programa surge após
aprovação, nesta segunda-feira, 17, do projeto de lei de iniciativa do
Poder Executivo que visa estimular a qualificação e valorização dos
profissionais de saúde do Estado, no âmbito da atenção primária à saúde.
“O
Programa Médico da Família Ceará vem no momento certo para fortalecer a
atenção primária à saúde, na perspectiva de formar profissionais
médicos que se sintam atraídos para vivenciar a experiência e formação
em saúde da família, no apoio às equipes que perderam os médicos
cubanos, bem como estimular e apoiar a promoção da saúde nos
municípios”, avalia o secretário da Saúde do Ceará, Henrique Javi.
O
Ceará foi um dos primeiros estados a aderir ao programa federal Mais
Médico e atualmente é o quarto do País em número de profissionais do
Mais Médicos, com a ampliação em mais de 100% do número de equipes de
saúde da família com profissionais médicos.
Depois
da saída de 450 médicos cubanos que atuavam no Estado, edital do
Ministério da Saúde conseguiu repor 282 profissionais, restando 168 sem
reposição, o equivalente a 37% das vagas descobertas nos municípios.
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