Açude Germinal, no município de Palmácia, Região Maciço de Baturité do
Ceará, sangrou neste domingo (25). Agora são três açudes que sangraram
neste ano, segundo dados divulgados pela Companhia de Gestão de Recursos
Hídricos do Ceará (Cogerh).
O açude Caldeirões, na cidade de Saboeiro, foi o primeiro dos 155 açudes
monitorados pela Cogerh a atingir 100% da sua capacidade, na última
terça-feira (20).
Já barragem do Rio Cocó sangrou na sexta-feira (23) após uma sequência
de chuvas no mês de fevereiro em Fortaleza. A capital cearense acumula
260 milímetros de chuva desde o dia 1º deste mês, mais que o esperado
para todo o fevereiro, que é de 175 milímetros.
O reservatório tem capacidade para mais de cinco milhões de metros
cúbicos de água, e a barragem foi construída em 2017 para evitar
alagamentos em áreas de risco em Fortaleza. O governo estuda também
utilizar a água do Cocó para abastecer a região.
Outros dois açudes estão perto de sangrar: é o Tucunduba, em Senador Sá,
que está com 98% da capacidade, e o Itaúna, em Granja, que está com
91%. Apesar dessa melhora, ainda temos 120 açudes com volume inferior a
30%. No total, o estado está com 7% da capacidade hídrica.
Principais açudes ainda secos
Mesmo com as chuvas, os maiores açudes do Ceará seguem quase totalmente
secos. O Castanhão, maior reservatório do país, tem atualmente 2,1% da
sua capacidade, conforme a Cogerh; e o Orós, segundo maior do estado,
5,83%. Isso deve ocorrer com o aumento do volume de água nas bacias que
recarregam o reservatório.
G1
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