De R$ 2,722, em 2012, o valor do litro do combustível chegou a R$ 4,154 no fim de 2017. Hoje, o preço mais caro no Ceará é em Crateús, a R$ 4,80
O preço médio do litro da gasolina teve alta de 52,6% em cinco anos,
no Ceará. O índice fica 15,7 pontos percentuais (p.p.) acima da inflação
no período pesquisado, de 36,9%.
O dado do valor do combustível é
da série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), considerando o período da pesquisa semanal da
entidade feita entre 30/12/2012 e 5/1/2013 na comparação com o último
levantamento, de 24 a 30 de dezembro de 2017.
Em 2012, o valor
médio da gasolina estava a R$ 2,722 nos postos de combustíveis do
Estado. Última pesquisa da ANP, de dezembro do ano passado, aponta R$
4,154. Considerando o preço máximo encontrado pelo O POVO no Ceará, ontem, em Crateús, de R$ 4,80, a variação da gasolina de 2012 até então fica em 76,34%.
Segundo
a ANP, na Capital, o bairro Aldeota tem o preço médio da gasolina mais
caro, a R$ 4,21, na pesquisa encerrada em 30 de dezembro de 2017. Vila
União tem o preço mais em conta. Hoje, os postos já ajustaram valores em
até R$ 0,32, com o combustível chegando a R$ 4,39.
Entre 27
unidades da federação, o Ceará fica em 10º na comparação do preço da
gasolina. No Estado, o último levantamento da ANP mostra apenas cinco
municípios: Crateús, Itapipoca, Fortaleza, Limoeiro do Norte e
Maracanaú. Crateús tem o valor mais caro (R$ 4,39) e Maracanaú, o mais
barato (R$ 4,08).
Para Bruno Iughetti, especialista na área de
Petróleo e Gás, os aumentos dos preços dos combustíveis diariamente nas
refinarias pela Petrobras, sozinhos, não determinam o valor final da
gasolina nos postos. “Está existindo abuso. O percentual de aumento na
bomba é superior ao dos preços de refinaria”, afirma.
Nos seis
primeiros meses de reajuste diário da Petrobras, iniciado em junho de
2017, foram 117 mudanças de preço na gasolina. Destas, 62 foram de
aumento e 55 de redução. No diesel, 121 alterações, sendo 59 aumentos e
52 cortes de valor. A média de aumento foi de 1,5% na gasolina e 1,2% no
diesel. “O que não justifica que os preços nos postos tenham subido
mais de 30% ao que era praticado 180 dias atrás”, afirma Iughetti.
Antonio
José Costa, assessor de economia do Sindicato do Comércio Varejista de
Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE) diz que o
índice de 52,6% reflete as variações de preço do petróleo no mercado
internacional, a variação do dólar no período e a inflação interna, que
“foi bem grande nos últimos anos”. “Além disso, não se pode perder de
vista o livre mercado. Quem marca o preço do combustível é o dono de
cada posto”, diz.
Colaborou Irna Cavalcante
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