Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente — Foto: Rafael Carvalho/Governo de transição
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,
afirmou ao blog que montará um cronograma para fazer "visitas-surpresa"
a parte das 40 ONGs que recebem recursos do fundo gerido pelo governo
federal.
Nesta segunda, Salles anunciou a suspensão, por 90 dias, da assinatura de novos contratos com ONGs.
De acordo com o ministro, o objetivo é fazer um levantamento do
dinheiro repassado às organizações e das atividades prestadas, além de
contratos em andamento. Segundo ele, não haverá interrupção de contratos
em execução.
"Vamos escolher algumas [ONGs] e vamos lá pessoalmente checar o que
estão fazendo com o dinheiro, como está sendo usado, investido",
afirmou.
Ao blog, Ricardo Salles disse que as visitas não serão a todos os
projetos. Ele afirmou que escolherá aleatoriamente a entidade a ser
visitada.
As parcerias do ministério com ONGs ocorrem em áreas como recuperação
florestal, gestão ambiental e segurança alimentar nas comunidades
indígenas, e agroextrativismo.
Satélite
O ministro também disse ao blog que estuda a contratação de um satélite
para monitorar em tempo real situações de queimadas, secas,
desmatamento pelo país. A ideia é, segundo ele, que o fiscal do Ibama
"vá para onde o sistema manda ir, não para onde quer".
O custo: cerca de R$ 100 milhões por ano, conforme a estimativa do governo.
Questionado sobre a origem dos recursos para pagar o satélite,
respondeu: "Do Fundo Amazônia, que tem R$ 1,2 bilhão. Estou estudando
ainda, vendo as condições jurídicas".
Sobre o Acordo de Paris, disse que, por ora, o Brasil não deixará o
acordo, como chegou a ser discutido pelo governo Bolsonaro.
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