Benefício foi corrigido antes de cair na conta, diz tribunal. Quantia é 100 vezes maior do que valor previsto em lei.
Um erro de vírgula na ordem de pagamento do auxílio-moradia a juízes e
desembargadores do Distrito Federal fez o valor do benefício saltar de
R$ 4,3 mil para R$ 437 mil. A quantia, 100 vezes maior do que é previsto
em lei, se referia ao mês de maio.
Segundo o Tribunal de Justiça, a ordem foi corrigida antes de o
dinheiro cair na conta dos magistrados. Se fosse debitado, o valor pago a
365 servidores públicos totalizaria mais de R$ 159,8 milhões em ajuda
de custo, em vez do R$ 1,6 milhão habitual.
Em nota enviada nesta terça-feira (29), o TJ informou que houve um
"erro de formatação na exportação de dados" e que o sistema
"desconsiderou a vírgula representativa das casas decimais".
A Corte local disse, ainda, que o erro foi percebido na "fase final de emissão da ordem de pagamento".
"Frise-se que o relatório já foi adequado e que, a despeito disso, os
valores efetivamente executados na folha de pagamento de seus
magistrados, no mês de maio/2018, correspondem ao quantitativo nominal
de R$ 4.377,73."
Relatório da folha de pagamento do TJDF em maio (Foto: TJDFT/Reprodução)
Auxílio-moradia
Em setembro do ano passado, um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostrou
que a despesa média do poder público com um magistrado no Brasil é de
R$ 47,7 mil por mês. No DF, os custos são superiores à média nacional:
R$ 55,1 mil.
Pela Constituição, a remuneração de um magistrado não pode ultrapassar
R$ 33,7 mil, equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF), a mais alta Corte do país.
Em 2016, o G1 mostrou que o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público do DF gastaram ao menos R$ 36 milhões só para pagar auxílio-moradia em 2015.
Para ter direito ao recebimento, o servidor deve estar na ativa, não
usar imóvel funcional e não morar com algum agente público que também
receba um auxílio do tipo. A lei não veta o pagamento do
auxílio-moradia, mesmo que o beneficiado tenha imóvel próprio.
Fonte: G1
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