
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa confirmou três mortes e sete casos de gripe H1N1. Na segunda-feira, a Célula de Atenção Primária da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) chegou a informar que seriam 30 casos confirmados só na Capital e outros 12 ainda em investigação. Mas, os números são divergentes dos informados pela Sesa.
As viroses que atingem o aparelho respiratório são as que mais preocupam
profissionais de saúde nesta época do ano. Durante período de chuvas,
as doenças virais são mais facilmente transmitidas devido a maior
aglomeração de pessoas em locais fechados. O resfriado é o mais comum,
mas o vírus H1N1 também vem aparecendo nos consultórios médicos.
Para Rui de Gouveia, gerente da célula de atenção primária da Secretaria
Municipal da Saúde (SMS), o que tem de ser observado são as
complicações no trato respiratório. Em um caso de resfriado, causado por
vírus comuns, o paciente deve apresentar sintomas fracos que se
dissipam dentro de alguns dias, muitas vezes sem necessidade de
remédios. Já as gripes causadas por Influenza A e H1N1 podem causar
febres altas de até 40°. Além do quadro febril, é comum manifestações de
dificuldades para respirar plenamente causadas por infecções.
Observados estes sintomas, é preciso procurar atendimento médico.
De acordo com o Boletim Epidemológico da Secretaria de Saúde do Estado
(Sesa), em 2017 foram somente dois casos registrados de H1N1 no Ceará.
Rui afirma que é necessário se imunizar contra as doenças e cuidar para
que os casos não se agravem. "As pessoas devem procurar se informar com
fontes seguras sobre a gravidade de seus quadros médicos, não procurar
somente na internet". A campanha de vacinação da Prefeitura vai de 23 de
abril até 1º de junho e devem ser imunizados idosos, crianças,
gestantes e profissionais da saúde contra os principais vírus causadores
de gripe.
Além da vacina, outras medidas podem ser tomadas para que o vírus não se
espalhe tanto no ambiente. "Devemos lavar as mãos rigorosamente nesta
época do ano para cortar a linha de transmissão de contato do vírus com
outras pessoas", afirma o gerente de célula. Ele conta que, diferente do
que as pessoas acham, a maior parte dos vírus viaja mais por contato
entre pessoas doentes ou secreções do que pelo ar.
Histórico
O vírus é o mesmo da epidemia mundial de 2009, que ficou conhecida como
"gripe suína". É também o mesmo da mortífera "Gripe Espanhola", que
assolou o mundo há 100 anos e matou até o presidente da República.
Porém, não se trata de tipo particularmente mortal do vírus influenza. A
mortandade de 1918 e 1919 provavelmente se deveu a lacunas de
imunização em escala global, somadas ao cenário de um mundo então em
guerra.
O POVO Online
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